Jerash ou Gérasa começou a ser habitada há 6500 anos atrás, fundada pelos gregos no século III a.C. a cidade prosperou graças à posição estratégica nas rotas comerciais de incenso e especiarias que vinha da Síria, mas viveu seu auge já sob domínio romano em 63 d.C. Se tornou a cidade favorita do Imperador Adriano, após várias ocupações, a “Pompéia” do Oriente, foi destruída por uma manifestação da fúria da natureza foi dizimada pelo grande terremoto do ano de 749, enterrada durante séculos sob o deserto, foi redescoberta e restaurada em 1925, onde se revelou uma das cidades romanas mais bem preservadas do mundo quase intacta, percebemos isso no esplêndido testemunho arquitetônico e urbanista.

O passeio começa pelo Arco de Adriano, construído para comemorar a visita do imperador de mesmo nome à cidade, no século II d.C. Logo após dele está o hipódromo, uma arena que tinha capacidade para 15 mil pessoas e onde eram realizadas competições esportivas e corridas de cavalos e carruagens.

Dentro do sítio, o passeio se desenvolve por uma sucessão de construções impressionantes, como a Praça Oval, cercada por imensas colunas, estima-se que na época eram 160 colunas.
Dela é possível acessar a Rua Colunata, que era a principal via da cidade e seu centro comercial. As pedras que estão no chão fazem parte do piso original – é possível ver em um dos lados da rua as marcas que as carruagens deixavam ao passar. As colunas que cercam a rua também são originais, e apresentam diversos detalhes.
Uma das construções mais impressionantes é o teatro norte, no qual os degraus fortemente inclinados que faziam o papel de assentos ainda estão perfeitos, e esculturas originais de atores nas paredes fazem o visitante entrar no clima das apresentações que um dia foram encenadas ali.

A cidade antiga possuía templos, pelo menos dois teatros, dezenas de igrejas e também mesquitas (reflexo da dominação muçulmana após a saída dos romanos), praças, ruas comerciais, depósitos e um engenhoso sistema de captação de água e é claro fontes e banhos termais. A religiosidade está muito presente – além dos templos e igrejas, há construções dedicadas a deuses e outras figuras mitológicas, como o Templo dedicado à deusa Artemis.

E tudo isso está lá, em pé e preservado para ser visitado, Jerash fica a 48 quilômetros ao norte de Amã, capital da Jordânia. Atualmente, historiadores e arqueólogos revelaram que apenas 20% da cidade já foi desenterrada – os outros 80% ainda permanecem escondidos debaixo dos detritos, resultado da erosão e de terremotos. Visita obrigatória e este museu a céu aberto!



